É verdade, esta cidade maravilhosa parece saída de uma história de encantar, especialmente quando se deambula pelas suas ruas na época natalícia. Há lá coisa mais encantadora do que um mercadinho de Natal numa noite gelada de inverno?


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Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa! Fizemos uma escapadinha entre o Natal e a Passagem de Ano e rumámos, durante 5 dias, em direcção a Budapeste, a capital da Hungria, para descobrir um pouco da sua cultura, história e tradições. Além disso, em pleno inverno, não custa nada viajar para um país que não tem mar! 🙂 

Outra cidade europeia que merece uma visita a esta altura do ano é Londres!

   

Algumas informações práticas!

A moeda é o Florim Húngaro (HUF), fala-se húngaro (mas é fácil comunicar em inglês e em alemão!).
No geral é um destino económico, ainda que não se deva dispensar a gorjeta de 10 a 15%, em especial, na restauração.

Eu aconselho sempre a dar uma vista de olhos ao Portal das Comunidades Portuguesas, as informações não são vinculativas, mas consegue obter-se uma primeira impressão dos preparativos antes da viagem e do que esperar no destino.

E não se esqueçam do seguro!

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Os cidadãos portugueses podem viajar para a Hungria apresentando o passaporte ou o cartão de cidadão (isenção de visto), mas, por esta altura, há que ter em atenção quaisquer requisitos extra relacionados com a Covid-19, não vale a pena facilitar e correr o risco de não embarcar ou de chegar ao destino e voltar recambiado para Portugal sem chegar a meter um pezinho fora do aeroporto!


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À semelhança do resto da Europa, a assistência médica é gratuita em Budapeste, basta ser cidadão europeu e ter o Cartão Europeu de Seguro de Doença. É gratuito e, em Portugal, podem solicitá-lo na Segurança Social ou nas lojas do cidadão. O mais prático, contudo, será solicitá-lo através da internet aqui: https://www.seg-social.pt/pedido-cartao-europeu-seguro-doenca.

Umas palavras que podem facilitar-vos a vida (e eu, aqui me confesso, não aprendi nenhuma) e mostrar simpatia para com os residentes que nos acolhem com tanta hospitalidade:

  • Oi/Tchau (1 pessoa) – Szia
  • Oi/Tchau (várias) – Sziasztok
  • Por favor – Kérem
  • Obrigado(a) – KöszönömDe nada – Szívesen
  • Bom dia – Jó reggelt
  • Boa tarde – Jó napot
  • Boa noite – Jó éjszakát
  • Bem-vindo – Üdvözlöm
  • Com Licença – Bocsánat
  • Água – Víz
  • Cerveja – Sör
  • Vinho – Bor
  • Leite – TejS
  • Sumo – Gyümölcslé

   

Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa! Onde ficar?

Há várias possibilidades, mas optámos pelo City Hotel Matyas, que fica localizado num edifício histórico e numa zona bastante central, perto do rio Danúbio – a poucos passos da área pedonal de Váci Utca, onde encontra lojas e restaurantes top! Alguns dos quartos têm vista panorâmica para o Danúbio e para o Castelo de Buda.

Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa | City Hotel Matyas

Por baixo encontra-se o Restaurante Mátyás Pince (Adega Matthias), conhecido pelo seu interior histórico e pela sua cozinha húngara. Este é, aparentemente, um ícone da cidade, mas que acabámos por não experimentar. Se tiverem oportunidade de ir, depois contem-nos como foi! (Sim, ficámos com alguma curiosidade!) 

   

Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa. Um bocadinho de história!

Sobre o Danúbio: tem quase 2.900 quilômetros de extensão e é o segundo rio mais longo da Europa, a seguir ao Volga. O Danúbio cruza a Europa de oeste a leste, e atravessa a Alemanha – onde nasce – a Áustria, a Hungria e a Roménia.

Na realidade, Budapeste é a junção de 3 cidades: Obuda, “antiga Buda”, Buda, a cidade alta situada na margem esquerda do Danúbio, e Peste, a cidade baixa na margem direita do rio. Em 1873, uniram-se Obuda, Buda e Peste sob o nome de Budapeste, e a cidade chegou a ser a segunda mais importante do Império Austro-húngaro.

Para um conhecimento um pouco mais aprofundado, sugiro que consultem esta página. Ou, melhor ainda, façam uma visita guiada pela cidade, há várias opções de visitas gratuitas, feitas por guias muito competentes, que vos vão mostrar alguns dos locais mais interessantes enquanto vos contam um pouco sobre a história, a cultura e as tradições desta cidade tão peculiar. Sou muito fã das walking tours, podem ver algumas aqui: https://www.triptobudapest.hu/. Ah, e no final, não se esqueçam de dar uma boa gorjeta ao vosso guia 😉

   

Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa. As nossas sugestões!

1. Passear à noite pela margem do Danúbio

Pode ser um bocadinho gélido em pleno inverno (as lágrimas vão voar à velocidade do vento que se fizer sentir na altura!), mas vale muito a pena, já que a vista é maravilhosa.

2. Passear de dia pela margem do Danúbio e visitar o Parlamento de Budapeste

Desta vez o passeio à beira rio foi de dia, o Parlamento de Budapeste é um edifício icónico que apresenta um estilo revivalista gótico, no seu interior as salas são decoradas de forma exuberante.

Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa | Parlamento de Budapeste

3. Sapatos a Beira do Danúbio (Shoes on the Danube Bank)

Este memorial, erguido em 2005, foi idealizado pelo cineasta Can Togay e criado com o escultor Gyula Pauer. A homenagem aos judeus massacrados pela milícia fascista húngara pertencente ao Partido Arrow Cross em Budapeste durante a Segunda Guerra Mundial. 

Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa | Shoes on the Danube Ban

Aqui os judeus receberam ordem para tirar os sapatos e foram em seguida baleados, para que os corpos caíssem no rio. Shoes on the Danube Bank representa os sapatos deixados para trás, na margem, mas não só! 
Não se deve olhar para este memorial de coração leve, já que este é uma lembrança em forma de aviso de como o ser humano é capaz das mais violentas atrocidades.

4. Percorrer a Váci Utca e as ruas adjacentes

É verdade que estive em Budapeste numa época festiva, vivia-se a alegria do Natal e o aproximar de um novo ano, as ruas estavam enfeitadas, havia luzes, música e uma alegria contagiante no ar. Mesmo assim, acredito que esta zona da cidade mantenha o seu encanto mesmo fora da época natalícia. 

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Quem esteve em Budapeste noutra altura do ano que se acuse, íamos adorar saber como foi!

5. Budapest Christmas Fair and Winter Festival

Pronto. Natal, mercados de Natal, milhares de pessoas nas ruas, barraquinhas com comida, com bebida, com bijuterias, artesanato, plantas, basicamente, barraquinhas de tudo e mais alguma coisa, com um palco lá a fundo onde a música ia ecoando pela Praça Vörösmarty. 

6. Beber vinho quente aromatizado e comer um Kürtőskalács (de cada vez) 

As esplanadas têm aquecedores e não sei dizer como é o interior de nenhum café ou restaurante onde estivemos, optámos por ficar sempre pela esplanada a beber o nosso café ou o nosso vinho quente feito em caldeirões gigantes (uns são melhores do que outros, é irem testando!) e a saborear um maravilhoso Kürtőskalács, também conhecido por Chimney cake.


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8. Provar a comida tradicional húngara

Se fiquei fá? Nem por isso. Mas não há como experimentar e também não se come mal!

Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa | Provar a comida tradicional húngara

9. Ir à outra margem e conhecer Buda 

Fizemos uma free tour que nos levou à outra margem do Danúbio, a Buda. Tenho a dizer-vos que a vista é brutal!
Muito mais havia para ver, mas ficámos ali pela zona da Matthias Church, datada do século XIV, deve o nome ao Rei Matias, que aqui casou, e do Fisherman’s Bastion, uma fortaleza do século XIX com torres de vigia que dão uma vista panorâmica extraordinária.

10. Sair à noite para beber um copo num bar mais underground

Budapeste é conhecida pelo seu ambiente noturno mais underground, com boa música (rock, punk, metal, industrial e afins, entenda-se!) e nós fomos a alguns bares muito fixes, sendo que o Beat on the Brat era mesmo o que procurávamos! Aparentemente vão mudar de local, mas acredito que o espírito está lá e vale a pena espreitar quando tiverem uma nova casa.

Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa | Beat on the Brat beer

11. Casa do Terror (House of Terror Museum)

Este museu apresenta um retrato vívido dos efeito dos regimes nazi e soviético na Hungria, sendo também um memorial às vítimas.

Único do género, pretende ser um monumento à memória dos prisioneiros, torturados e mortos neste edifício. O Museu, ao mesmo tempo que apresenta os horrores de forma tangível, pretende também fazer compreender que o sacrifício pela liberdade não foi em vão. Em última análise, a luta contra os dois sistemas mais cruéis do século 20 terminou com a vitória das forças da liberdade e da independência.

Feita a apresentação formal, é digno de visita, sem dúvida. Quando visitámos não havia muita informação em inglês, sendo mais direccionado para o povo húngaro, o que também não deixa de fazer sentido, já que são eles os descendentes destes regimes tão avassaladores na história do país.

12. City Park Ice Rink and Boating, Castelo de Vajdahunyad, Statue of Anonymous e Praça dos Heróis

Nesta viagem andámos quase sempre a pé, o que quer dizer que fizemos quilómetros valentes!Mais deslocada do centro, a zona do City Park Ice Rink and Boating está cheia de coisas para fazer: desde patinar, passear ou, pura e simplesmente, aproveitar para ler um livro num dos bancos de jardim.

O City Park Ice Rink and Boating estava cheio de patinadores, ficámos por ali a ver as quedas! (não é bonito de se dizer, mas um belo bate-cú de vez em quando tem piada!), depois deambulámos pelos jardins, fomos até ao castelo e, como é de praxe, tirámos uma fotografia com a Estátua do Anónimo, a figura encapuzada que fica de frente para o castelo e que representa o cronista desconhecido da corte do Rei Béla III (r 1172–96), que contou a história dos primeiros Magyars. Os escritores (e os aspirantes) esfregam a ponta da caneta em busca de inspiraçao para os seus trabalhos. 

Saímos pela Praça dos Heróis, Património da Humanidade, um espaço aberto enorme, com estátuas dos líderes das sete tribos que fundaram a Hungria.

   

Mais coisas sobre Buda e Peste: é mais aquilo que as une do que aquilo que as separa

Fomos a mais locais muito giros! Daria para escrever outro artigo do tamanho deste ou ainda maior, mas só se pedirem muito (ouvi dizer que escrevo demasiado, por isso se calhar ficamos mesmo por aqui!) 🙂 

Mas não, não fomos a termas, apesar de ser uma das maiores recomendações que recebemos de quem já conhecia a cidade. Se formos a todos os locais interessantes numa só viagem, deixamos de ter desculpas para voltar, por isso, para a próxima este A de Ana vai às termas! Chamar-lhe-emos “Anita vai às termas húngaras”.

Ah, e não se esqueçam, na cidade de Budapeste a água da torneira vai ser, muito provavelmente, mais saudável do que qualquer água engarrafada que possam comprar, excepto, claro, se a água tiver sido engarrafada em Budapeste! 🙂 

Numa altura em que se promove tanto o “vá para fora cá dentro” e num registo bem diferente, a Ângela sugere Aguiar da Beira. Quer vão a Budapeste, a Aguiar da Beira ou outro sítio giro, interessa mesmo é ir e aproveitar ao máximo!

   

a-ana

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